quinta-feira, 30 de julho de 2009

RELAÇÃO ENTRE INDÚSTRIA CULTURAL, IDEOLOGIA E ESTÉTICA.


Com a globalização do mundo capitalista houve uma alteração entre esses três princípios básicos fundamentais na análise de cada indivíduo. Antes, a cultura estava relacionada aos fundamentos pedagógicos, na formação do indivíduo nos princípios da herança do passado, onde os filhos seguiam os passos dos pais com suas experiências e gostos; a ideologia era ligada ao conjunto de normas, regras, valores e preceitos de cada indivíduo. Com a chegada da Revolução Técnica-Científica, tudo se alterou, e o conceito de indústria cultural visava uma deformação da cultura e da consciência, mudando os gostos e a forma de pensar de cada indivíduo, com interesses no consumo e lucro, onde através dos meios de comunicação, a mídia nos cria um “preceito falso” (ideologia) na nossa mente, alterando nossa cultura (forma de ser e agir), com a finalidade de padronizar os gostos das pessoas, para aumentar seus lucros. Como exemplo temos a boneca Barbie, que mostra a “magreza” e isso impôs na forma de estética para muitas mulheres que visam uma obsessão pela perfeição; as propagandas de marcas de roupas, calçados, como a Nike, que é exemplo de ter bom gosto e ser playboy; os gostos musicais pelas bandas que fazem sucesso. A veiculação de produtos, marcas, já alterou a forma de pensar, agir da população, determinando os gostos da sociedade pela mídia. Em geral, a indústria cultural deformou nossa cultura, na massa popular, através da divulgação de ideologias pela mídia, onde não há mais a “exposição da verdade”, como reivindicava Benjamim, que o essencial entre a linguagem e a verdade, é a exposição do conhecimento e verdade; mas que conhecimento é esse que estamos buscando hoje? De fato, nenhum! Estamos totalmente “alienados” pelo domínio da mídia sobre nós, não procuramos buscar a verdade, só seguimos o que nos impõe; exemplo temos esse nosso, ao vermos uma propaganda de shampoo, por exemplo, que expõe falsas verdades, só mostrando os pontos positivos do produto, dizendo que o mesmo deixará os cabelos lisos e macios, e nós o compramos sem realmente buscar seu verdadeiro conhecimento! Infelizmente nos comportamos assim, sem seguir os verdadeiros passos, e nos deixando levar pelo que nos impõe!
Referência:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Modelo Padrão de beleza


Primeiramente, o que seria a beleza?

A beleza é algo relativo e está relacionada a um conjunto de elementos que interagem entre si, agradando aos indivíduos. Porém atualmente ela vem sendo “padronizada”, subordinada, principalmente pela mídia de forma tão avançada nessa sociedade, que quem não se encaixa nesse perfil estabelecido pela mesma, é menosprezado, ou seja, o conceito de beleza tornou-se único. A valorização das mulheres não é vista mais pelo “conjunto” e sim pelo aspecto visual, o que se tornou algo ridículo, é como se nós não tivéssemos “alma”, e nos comportássemos como um ser “vazio” atuando como um robô e obedecendo as ordens impostas por essa cultura! A mulher é para ser vista pelo que ela “é” e não pelo que ela “tem de bonito”, é para se analisada como um “todo”, desde a beleza interna, que é o caráter, a inteligência, simplicidade... Até a externa!

Se formos analisar os diversos padrões impostos pela mídia, passamos a perceber que é algo recorrente, vem se alterando com o passar dos tempos. Se no período do Renascimento, o padrão de beleza, eram mulheres “carnudas” com seios e barriga bastante volumosos, que representava a fertilidade, hoje esta seria vista como “obesa” em nossa sociedade, que tem a magreza como sinônimo de saúde e bem-estar, e isto se tornou uma obsessão para muitas modelos, que evitam às vezes até de comer para manter esse corpo magérrimo, enfrentando várias doenças, como é o caso da anorexia e bulimia.

Então devemos tirar de nossas mentes esses conceitos de “belo” imposto pelo mundo globalizado, e passarmos a valorizarmos as nossas essências como seres humanos, aceitando as características de cada indivíduo.

Referência: http://www.unimedjp.com.br/canais/saudeebemestar/informacoes/ver-consultorio-medico.php?id=10

sábado, 11 de julho de 2009

Estética

PLATÃO

Platão foi um grande filósofo de influência para a construção da compreensão da “arte” no Ocidente. Naquela época, a definição de arte “tekné” referia-se a todas as atividades que exigissem técnica, tanto a “prática” (habilidade manual) quanto a científica (conhecimento), para a realização de algo; ou seja , uma “ciência prática”. Exemplos de arte eram a pintura, escultura e até o trabalho de um marceneiro.
Suas principais características:

*A arte possui caráter imitativo “mimesis”. Segundo Platão, a arte imitativa era considerada um erro duplo, pois devido ao nosso mundo ser uma imitação de um mundo superior “mundo das idéias”, e como a arte procurava retratar as coisas, através de uma imitação do nosso mundo, que por sua vez já é a cópia de outro mundo; a arte seria a cópia da cópia. Afastando-nos duplamente da realidade.
*A arte exige técnica para ser produzida.
*A arte é uma verdadeira “aparência da realidade”, por tentar criar uma realidade enganando nossos sentidos.
*A arte é julgada pelos sentidos (emoções momentâneas; prazer) e não pelo seu valor moral. Um exemplo bem claro disso são as composições das músicas atuais, que não possuem suas “letras” com valores morais... Muitas delas menosprezam as mulheres e até mesmo os próprios homens, mas acabam que promovendo o gosto dos ouvintes, pelo prazer que ela os fornece.
*A arte provoca reações no público.
*A arte não possui nenhuma utilidade com a construção de uma sociedade melhor.

Para o filósofo, a “prática da arte” era distinguida da “idéia do belo”. Ou seja, alguém falar que “algo é belo”, não seria a mesma coisa de dizer que “aquilo seria arte”. Em sua linha de raciocínio, ele considerava que as atividades humanas deveriam serem avaliadas pelas suas utilidades, ou seja, pelo que ela poderá fornecer de útil para a construção de uma sociedade melhor, caso tudo fosse avaliado dessa maneira, a arte estaria fora desse padrão, por não obedecer a essas regras.
Entre as diferenças de “belo” e “arte”:

- Belo: * Unidade da qual participa o bem e a verdade;
* Reside no perfeito mundo das idéias;
* Obedece aos princípios da moral e da filosofia (belo-bem-verdade);
- Arte: * É um tipo de ciência prática;
* É julgada pelo prazer que causa;
* É mimética “mimesis” e ilusionista;
*É uma “aparência da realidade”;
* Reside no nosso mundo (mundo das imitações);

Para Platão somente o belo era real, a arte não importava. Segundo o mesmo a arte deveria ser diferente, ajudando com seu desempenho a construir uma sociedade melhor, e conduzindo aos poucos, ao desejo da beleza e do bom.
Fonte: Filosofia 2, página 16-19.